Meta mudou de “mindset”, e agora quer te ajudar a crescer de graça

Entenda como a chegada do TikTok mudou a filosofia da Meta.

Founder do Pixeld, apaixonado por marketing, MBA/FGV, lançador desde 2014.

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Você se lembra das suas opiniões de alguns anos atrás? Bom, eu me lembro de algumas e não me orgulho de todas.

Mineiro, fui fisgado pela paixão de torcer para o Cruzeiro logo cedo. Vi meu time celeste ganhar títulos e títulos, se tornando o um dos maiores clubes do Brasil em conquistas.

Com todo esse histórico, eu e todos os milhões de cruzeirenses tínhamos uma opinião: o Cruzeiro, gigante, jamais iria cair para a segunda divisão.

Esse mindset comandava os comportamentos da torcida: hinos sobre o time “incaível”, zoações aos adversários…

Mas a realidade bateu à porta em 2019, e mostrou que o Cruzeiro, assim como qualquer outro clube, está suscetível ao ambiente em que existe. Após quase 100 anos na divisão de elite, uma gestão fraudulenta levou o time ao rebaixamento.

Diante dos fatos, foi necessário que eu e toda torcida aceitássemos a realidade e adaptássemos nossa mentalidade: o cruzeiro é um grande time, mas é como todos outros. Pode até cair, mas irá se levantar.

Analisando o que vem acontecendo com a Meta no último ano, fica bem claro que a realidade também bateu à porta dela, e a big tech fundada por Zuckerberg teve que mudar sua mentalidade e ações.

 

A nova mentalidade da Meta

Parece que, após anos dificultando para o lado dos criadores, o grande foco atual da Meta é fornecer mais maneiras para os criadores ganharem mais seguidores no Facebook e no Instagram.

Nos últimos tempos, temos visto um grande esforço da empresa em recomendar os conteúdos dos criadores, criar assinaturas premium para eles – sem cobrar nada! –, até mesmo recursos para que eles ganhem presentes e transformem isso em dinheiro.

Recentemente o Facebook liberou outra alteração que permite notificações de apoio a outros criadores, modelos para ajudar a reconhecer os principais fãs, postagens restritas para assinantes e muito mais.

Há um grande esforço e braços aconchegantes para os pequenos criadores, vê-se isso em vários vídeos do Adam Mosseri – diretor do Instagram – falando sobre como a empresa está pensando nos criadores em ascensão.

Só que não foi sempre assim.

Se voltarmos um pouco no tempo – antes de surgir o TikTok –, lembraremos que a Meta tinha somente duas prioridades:

  1. Fazer você pagar para crescer. Até pouco tempo, o Instagram não tinha quase nenhuma opção de crescimento orgânico do zero. Não havia opções para contas pequenas e desconhecidas ganharem seguidores por meio de tráfego orgânico. Não havia como viralizar na plataforma sem pagar por isso. Me parece bem claro que a ideia deles era criar barreiras e diminuir o seu alcance, deixando até mesmo as pessoas que te seguiam sem ver o seu conteúdo, justamente para cobrar um pedágio para você crescer na rede.
  2. O “politicamente correto” e o ambiente de “paz e amor”. Após terem problemas com o governo por questões de privacidade, a plataforma decidiu restringir alguns conteúdos polêmicos – ainda que não fossem incorretos – ou qualquer ação/estratégia para crescer de maneira gratuita, como campanhas, pedir likes e sorteios. Contas banidas, restringidas, e shadow ban.

Tudo ia bem com esse modus operandi da empresa californiana, até a chegada de um incômodo app chinês.

Com a ascensão do TikTok, veio, também, a queda do Facebook. Enquanto em 2014/2015, o Facebook era o líder das redes sociais, em 2022 o seu número caiu drasticamente e plataformas como YouTube e TikTok ficaram disparadamente na frente.

Com todo o sucesso do TikTok, principalmente, a Meta começou a se descabelar, copiar algumas funcionalidades, tentar entender e adequar as suas redes sociais para atrair o público mais jovem e acompanhar a mudança nas preferências do seu público.

Ou seja, forçadamente, ela teve mudar o “mindset” e o “modus operandi” dela, senão iria morrer.

Finalmente, após muitos anos, a Meta entendeu que, quanto mais criadores ela puder atrair, mais isso beneficiará seu ecossistema de conteúdo.

 


Como podemos surfar nessa nova fase?

Quem trabalha há algum tempo com as redes sociais sabe que a melhor estratégia é jogar na direção que a rede quer.

Se o foco atual da rede são vídeos, trabalhe com vídeos. Se o foco são Reels, use Reels.

Assim, se o foco do Insta e do Facebook é se reaproximar de criadores de conteúdos e ajudá-los a crescer, reate sua amizade com esses apps.

Eu sei que eles podem ter dificultado seu trabalho nos últimos anos. Sei que te cobraram milhares de reais para falar com os seus próprios fãs. Mas esqueça isso e bola para frente.

Se o Mark Zuckerberg quer marcar um gol, então role a bola para ele.

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