Como funciona o algoritmo dos Shorts? Confira a explicação do YouTube

Em entrevista, o líder de produtos do YouTube desmistifica algumas questões sobre o algoritmo dos Shorts para ajudar os criadores

O YouTube recentemente forneceu aos criadores mais detalhes sobre como funciona o algoritmo Shorts durante uma entrevista com Todd Sherman, líder de produto do YouTube Shorts.

As perguntas respondidas na entrevista variaram desde como o algoritmo para Shorts difere do YouTube de formato longo até o que conta como uma visualização, bem como aquelas que abordavam outras práticas recomendadas para criadores que desejam maximizar seu potencial em Shorts.

Embora o YouTube não tenha necessariamente revelado seu segredo ao publicar os detalhes do algoritmo, como o TikTok e o Instagram fizeram, ele ofereceu alguns insights de alto nível destinados a orientar os criadores na criação de vídeos para Shorts.

 

O algoritmo e o público

De acordo com Sherman, o objetivo principal dos algoritmos de formato longo e dos Shorts é conectar os espectadores aos vídeos que eles consideram valiosos.

Dessa forma, ele enfatizou que o ditado “não pense em algoritmo, pense no público” vale para os Shorts, assim como acontece com conteúdo longo. Ele disse: “O público é o algoritmo”.

Sherman também acrescentou que existem diferenças na forma como o algoritmo funciona para conteúdo curto devido ao seu formato exclusivo:

Queremos que [os espectadores] se sintam satisfeitos com [os vídeos]. Mas há muitas coisas que fazemos no formato curto que são diferentes e focadas nos fundamentos do formato curto.

Ao contrário dos vídeos longos, em que as pessoas selecionam ativamente um vídeo para assistir, os espectadores do Shorts geralmente descobrem o conteúdo passando o dedo pelo feed.

Esta distinção necessita de uma abordagem de medição diferente, afirma Sherman:

Basicamente, estamos tentando levar vídeos às pessoas que elas valorizam, tanto em formato longo quanto curto.

 


Definindo uma visualização

Quando questionado sobre as visualizações dos Shorts e se cada vídeo exibido nos feeds conta como uma visualização, o líder de produtos da plataforma esclareceu que não acontece bem assim. 

Ao contrário de outras plataformas que contam o primeiro quadro como uma visualização, o YouTube visa uma visualização para indicar um ato intencional de visualização.

Sherman explica:

O que tentamos fazer com uma visualização é codificá-la de acordo com sua intenção de assistir aquilo, para que os criadores sintam que essa visualização tem algum limiar significativo que a pessoa decidiu assistir.

A empresa não publica qual é o seu limite de visualização, porque o ajusta de tempos em tempos e não quer que as pessoas tentem manipular o sistema.

No YouTube Analytics há uma métrica que mostra a porcentagem de vezes que um Short é visualizado em comparação com o deslizado, para ajudar os criadores a analisar o desempenho.

 

Duração curta ideal do vídeo e miniaturas

Além disso, Sherman também falou sobre a duração dos vídeos curtos. De acordo com ele, não há uma duração certa que beneficie os criadores para que seus vídeos sejam vistos – em vez disso, os criadores devem pensar em quanto tempo precisam para contar sua história.

Mas ele também ressaltou que os Shorts continuarão focados em vídeos com 60 segundos ou menos, para não confundir os limites com os vídeos longos do YouTube.

Outro insight interessante oferecido pelo líder do produto foi que a empresa não quer que os criadores de Shorts se preocupem em criar miniaturas personalizadas como fazem no YouTube, porque a maioria delas nunca é vista. Afinal, a maior parte do tráfego dos vídeos curtos vem do feed, e não da estante de Shorts.

Como resultado, a equipe decidiu permitir que os criadores selecionassem um quadro de seu vídeo como miniatura, em vez de oferecer miniaturas personalizadas.

 

Hashtags, frequência de postagem e vida útil

Sobre as hashtags, Sherman afirmou que elas não são obrigatórias, mas podem ser significativas, dependendo das necessidades e do contexto do criador.

Ele também abordou a questão da frequência das postagens, afirmando que a hora do dia na publicação não é um fator a ser otimizado, com exceção de alguém focado em notícias, já que a atualidade da informação compartilhada seria importante. A quantidade de Shorts publicados também não é um fator para ganhar força – trata-se mais de qualidade do que de quantidade.

Ademais, ele explicou que os Shorts podem inicialmente ganhar algumas centenas ou milhares de visualizações e depois cair devido à tentativa do algoritmo de encontrar um público para o conteúdo.

Ele sugeriu que essas visualizações iniciais podem ser vistas como exploratórias, já que o YouTube tenta ajudar os criadores a encontrar seu público.

Existem partes do algoritmo que tentam encontrar pessoas, encontrar um público para os criadores. E às vezes esses algoritmos vão e efetivamente encontram um público inicial, encontram um conjunto de pessoas que podem gostar do seu vídeo. E, dependendo de como isso acontecer, pode haver muito mais tráfego ou diminuir gradualmente — disse ele.

 

O que ter em mente quanto à criação de Shorts no YouTube?

O que se pode tirar de principais conclusões da entrevista do líder de produto do YouTube é que o principal é entender o seu público, focar na criação de qualidade e nos recursos oferecidos pela plataforma.

Tenha estes pontos em mente:

  • O público é fundamental: o algoritmo do Shorts visa conectar os espectadores com conteúdo valioso. Concentre-se em compreender e atender seu público, não em tentar burlar o algoritmo.
  • As visualizações são intencionais: nem toda rolagem do vídeo conta como uma visualização – a intenção de assistir ao vídeo é importante.
  • Contação de histórias ao longo da duração: não existe uma duração ideal para um Short. Concentre-se na elaboração de narrativas atraentes que mantenham os espectadores envolvidos — dentro do tempo de 60 segundos.
  • Qualidade acima da quantidade: Nenhum número mágico de postagens garante o sucesso; já a qualidade deles, sim.

Dessa maneira, você estará preparado para montar estratégias de sucesso para os vídeos curtos do YouTube.

Confira a entrevista na íntegra:

YouTube video

Com informações de Search Engine Journal e TechCrunch

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